Na madrugada de sexta-feira (11 de julho), o plantão da PM de Porto Ferreira ganhou um episódio digno de série policial: “Gol Furious - Operação Canteiro”.
Tudo começou quando o Copom recebeu uma denúncia inusitada: um carro, aparentemente com espírito aventureiro, resolveu invadir um canteiro central em alta velocidade, como se estivesse fugindo de um GPS possuído.
A cena se passou na movimentada Avenida João Martins da Silveira Sobrinho.
Chegando lá, os policiais encontraram um VW Gol 1997 vermelho, que, além de fora de moda, estava mais suspeito que Wi-Fi grátis em rodoviária.
Uma checagem rápida revelou que o carro tinha sinais claros de adulteração — quase um “tuning criminoso”.
A cereja do bolo foi quando o Copom avisou que o veículo original era... cinza.
Ou seja, nem o carro sabia mais sua verdadeira identidade. O motorista, visivelmente alterado e aparentemente recém-formado na “escola da vida loka”, confessou ter usado crack recentemente, o que talvez explique a tentativa de rally urbano.
Consultando o número do chassi, veio a revelação: o veículo era furtado desde 26 de abril de 2025. Um verdadeiro veterano da clandestinidade.
O piloto do Gol tunado não é novato nesse universo de Código Penal.
Seu currículo criminal é mais extenso que novela mexicana, com participações especiais em crimes como:
Roubo (art. 157)
Furto (art. 155)
Estelionato (art. 171, com louvor)
E mais uma penca de artigos que fariam qualquer advogado chorar no banho.
Após o show, o rapaz foi levado para um check-up no hospital (nunca se sabe quando um canteiro devolve o golpe), e depois direto para a Delegacia, onde o delegado confirmou o que já sabíamos: prisão em flagrante por receptação e adulteração de veículo.
Agora, ele está hospedado na acolhedora cadeia pública de São Carlos, à disposição da Justiça — e bem longe dos canteiros da cidade.
O Gol, coitado, será examinado pela Polícia Científica e, quem sabe, reencontre seu verdadeiro dono em breve.Fica o recado: se for invadir o canteiro, que seja com jardinagem. E sem crack.

