Na noite de quarta-feira (25), enquanto alguns achavam que a Avenida Professor Henrique da Motta Fonseca Júnior tinha virado pista de corrida, a Polícia Militar apareceu para lembrar que Porto Ferreira não é autódromo — e que placa de moto não é figurinha trocável.
Durante patrulhamento, as equipes se depararam com um animado grupo praticando o famoso “rolezinho”: motos sem placa, escapamentos fazendo mais barulho que trio elétrico e um combo completo de infrações de trânsito. Após um breve acompanhamento (porque a PM também sabe correr atrás), uma das motocicletas foi devidamente abordada.
Na vistoria, veio a surpresa — ou nem tanto: a placa estava adulterada com um adesivo estrategicamente colado para esconder letras e números. Criatividade nota 10, legalidade nota zero. Para completar o pacote, a condutora estava com a CNH vencida há mais de 30 dias, ou seja, documentação também fora de ritmo.
Com apoio de outras viaturas, todos os envolvidos foram conduzidos ao Plantão Policial. E como todo bom enredo tem reviravolta, outro indivíduo apareceu voluntariamente na delegacia para assumir a autoria da adulteração da placa. Um verdadeiro “plot twist” da vida real.
Após a análise dos fatos, a autoridade policial determinou o flagrante por crime de trânsito. A passageira foi liberada, a condutora permaneceu presa por receptação de veículo adulterado e o outro envolvido foi preso por adulteração de sinal identificador de veículo automotor, conforme o artigo 311 do Código Penal.
Resumo da noite: o rolezinho terminou antes do esperado, a motocicleta foi apreendida e a Polícia Militar mostrou mais uma vez que, quando o assunto é segurança no trânsito, não tem escapamento barulhento que passe despercebido. 👮♂️✅

